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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Inesquecível!


Depois de muito tempo pensando creio que essa é a palavra que define a apresentação de minhas turmas e 8º e 9º ano na 12ª Festa Cultural do Aquarela.
A Festa este ano teve como proposta trabalhar com diferentes artistas plásticos brasileiros mostrando um pouco da riqueza artística que temos em nosso país. Fácil é falar sobre eles o difícil foi dançar eles.

Adorei o resultado de todas as danças, assim que eu conseguir material (fotos e vídeos) eu posto.

Essa dança em questão foi a apresentação de encerramento e trabalhamos da seguinte forma:

Os artistas eram: Anita Malfatti, Di Cavalcanti e Tarsila do Amaral.
 O que esses artistas têm em comum?  O MODERNISMO BRASILEIRO

A proposta bem resumida desse movimento era de que seus idealizadores rejeitavam a arte do século XIX e as influências estrangeiras do passado. Defendiam a assimilação das estéticas internacionais para mescla-las com a cultura nacional, o que daria origem a uma arte vinculada à realidade brasileira. Essa tendência tinha como mensagem romper com padrões rígidos e caminhar para uma criação mais livre.

Traduzindo, estava na hora de mostrar o que nossos artistas sabiam e o que o nosso país tinha pra mostrar sem se prender apenas as informações meio que impostas pelas escolas de artes instaladas aqui.

Partindo da ideia do modernismo a dança retrataria no começo, todos iguais e de branco fazendo os mesmos movimentos, sem direito a usar sua voz. Depois que alguns artistas(alunos) fossem contagiados pelas cores  modernistas ganhariam vida, liberdade de expressão, individualidade, até por que cada um recebeu uma parcela diferente de cores, e sairiam contagiando os demais. Mostrando assim que o modernismo trouxe voz aos artistas brasileiros, não é a toa que é um dos movimentos mais marcantes da arte brasileira.

Tá, depois da ideia da dança , faltavam duas coisas primordiais para que isso tudo se tornasse verdadeiramente uma dança - a música e a coreografia. Foi ai que em uma reunião com os alunos, uma alma iluminada mostrou- nos a tradução da música Firework de Katy Perry. Não preciso nem dizer que a letra fala de explosão de cores e dar voz ao que existe dentro de você. Será que tem alguma semelhança???
E a dança ... agradeço muito a minha grande dinda e amiga, que é também professora de Educação Física desses alunos Mere Hellen.

Ô amiga, obrigada por fazer minhas loucas e insanas ideias ganharem charme e movimento com belos passos sincronizados.

Mais chega de falar!Chegou a hora de mostrar! Os vídeos caseiros estão meio estranhos, mas acho que dá pra entender.

Com vocês a melhor dança:



Obrigada meus queridos, por me darem a oportunidade de fazer uma apresentação que me lembrou muito uma performance que fiz na faculdade onde nos pintávamos ao som de uma música e por ser a primeira equipe a trabalhar com tinta no palco dessa festa!!!

Já perdi as contas de quantas vezes já assisti. 

E vocês o que acharam?









segunda-feira, 11 de abril de 2011

Massacre em Realengo

É assim que estão nomeando essa tragédia!

Não posso negar que depois do que aconteceu naquela escola em Realengo tenho ficado preocupada ao ir para o trabalho.
A que ponto chegamos?
Há uns anos atrás ficávamos assustados ao ver reportagens de casos assim que estavam acontecendo nas escolas dos Estados Unidos, sentíamos pelo fato, mas mal podíamos imaginar que hoje estaríamos sentindo na pele.

Será que estamos chegando a era de ter que colocar detector de metais nas escolas, se for esse o caso, não adianta só o aparelho, é preciso ter um policial treinado para revistar, pois se o indivíduo estiver mesmo armado, seremos nós, professores, que vamos fazê-lo jogar a arma no chão?

Assim como ele deu a desculpa de ter que entrar na escola para dar uma palestra e o porteiro sem ter informação nenhuma do assunto abriu o portão (isso foi o que eu vi nos telejornais), qualquer um pode dar a desculpa de pegar um documento na secretaria da escola que o portão será aberto, ou todas as escolas de nosso imenso Brasil possuem as secretarias com acesso independente?   ( pelo menos uma das escolas em que eu trabalho, sim)

Vi numa reportagem e não acreditei, que uma solução cabível é que os professores comecem a tentar identificar certos padrões de futuros psicopatas para poder encaminhá-los para um acompanhamento específico. Agora, além de sermos psicólogos, pais, mães, terapeutas, e nas horas vagas professores de nossos alunos,  teremos também que começar a prever o futuro de cada aluno que passar por nossas aulas.

Não é mais fácil a família começar a  resgatar os valores que esses alunos não estão mais trazendo de casa?E que nós ainda temos que ensiná-los?
Quantas vezes os professores não escutaram seus alunos falarem que revidaram um soco ou um xingamento porque seus pais mandaram que revidassem?
Quantas vezes não presenciamos alunos sofrerem bullying e aqueles que o fizeram, quando foram advertidos por nós, respondem apenas " é uma brincadeira"?
Que brincadeira é essa que só serve para denegrir a imagem de um ser humano, fazê-lo chorar, se sentir humilhado?

Permitir a perda desses valores e sempre responsabilizar a escola é aceitar essas manifestações explícitas de preconceito!

Afinal, escola e família não devem trabalhar juntas para o crescimento e desenvolvimento de cada criança?

Quantas vezes em minha infância, fui excluída de "panelinhas" na escola particular em que eu estudei, pois eu não tinha as mesmas condições financeiras para comprar:

* calças de marca toda semana;
* todas as barbies que eram lançadas;
* andar de maquiagem e com o cabelo escovado;
* usar uma mochila de marca.

E nem por isso eu me turbei, pelo contrário, sempre valorizei o que minha família podia me oferecer, que sempre foi o pilar de tudo em minha vida como: educação, respeito, carinho, amor, responsabilidade, dignidade, caráter...

Como eu via pais se matando e ficando endividados, com o nome sujo na praça para dar tudo do mais caro para seus filhos que não podiam ficar fora da "panelinha".

Que valores são esses?
O que uma criança vai ganhar da vida quando crescer, se achar que sempre tem que ter o mais caro e que nunca poderá receber um NÃO ?


SERÁ QUE TUDO TEM QUE FICAR A CARGO DO PROFESSOR?

SE TIVERMOS MESMO QUE TER QUE CUMPRIR TODAS ESSAS OBRIGAÇÕES QUE NÃO SOMOS NEM FORMADOS PARA EXERCER, QUANDO É QUE TEREMOS TEMPO PARA FAZER O QUE REALMENTE FICAMOS 4, 5, 6 ANOS ESTUDANDO NAS FACULDADES,CURSOS DE PÓS, DOUTORADO E MESTRADO?


Quem puder responder e me ajudar a saber o que devo realmente fazer como educadora, ficarei grata, pois sinceramente, em meio a tantos papéis estou confusa.